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                                                               Mais Poderosa, Menos Letal

Arma Taser funciona e assusta lobby de armas de fogo nos Estados Unidos.
Uma arma de mão que está sendo desenvolvida desde 1993 e que está sendo testada por policiais em mais de 1200 delegacias dos Estados Unidos e Canadá há alguns anos começa a ser vendida em lojas e ganhou uma versão para derrubar qualquer agressor. A versão mais simples custa 120 dólares; a mais completa, 600.
Os grupos americanos pró-armas de fogo foram pegos de surpresa pelo sucesso da nova tecnologia e milhões de dólares estão sendo gastos para impedir que a nova arma seja adotada como padrão.


 Derrubar sem matar é algo normal em filmes de ficção científica, mas incomum nas batalhas policiais do dia-a-dia. Chamada Taser (pronuncia-se teiser) a arma é inspirada nas armas de mão do seriado Jornada nas Estrelas (na série, chamada phaser), que por sua vez teve o nome inspirado no laser
A arma não mata, mas emite um choque até uma distância de sete metros (26 watts com pulso de energia de 1.76 j e mira laser) que bloqueia os músculos da pessoa atacada e informa ao sistema nervoso que todos os movimentos devem parar. A pessoa cai, contraindo-se até a posição fetal por 5-15 minutos, tempo mais do que necessário para que seja presa. A arma usa oito pilhas alcalinas pequenas e a pessoa atacada pode estar usando até cinco centímetros de roupas, incluindo couro.
Mas ao contrário das armas usadas pelo capitão Kirk e pelo sr. Spock, o
Taser não dispara somente um raio, e sim duas sondas que acionam um pulso elétrico, desabilitando a pessoa atacada e derrubando-a. O nome técnico da arma é "disruptor eletro muscular" -- outro nome inspirado em um seriado de ficção científica, neste caso a série Viagem ao Fundo do Mar. Naquela série a tripulação (em alguns episódios) carregava uma arma que derrubava os inimigos com uma espécie de choque elétrico e chamava-se, também, disruptor.
O uso da nova arma reduziu drasticamente o índice de mortes de policiais e 'delinqüentes' quando em uso (segundo as estatísticas da empresa sobre seu uso em mais de 900 delegacias) e reduziu, também, os processos por uso excessivo de força -- o que nos Estados Unidos e Canadá pode colocar um policial atrás das grades e custar muito caro aos municípios.
Além dos testes de operação em campo feitos pela polícia de Los Angeles, a cidade de Vitoria, no Canadá, também trocou as armas de fogo dos policiais portando armas
Taser
. Os resultados foram considerados um grande sucesso.
A arma emite um "tiro elétrico" que imita a corrente elétrica usada pelo corpo humano para comunicar os movimentos a partir do cérebro. Assim, mesmo que alguém  receba o tiro disruptor no pé, a onda de choque atravessará o corpo, confundindo os sensores biológicos, e derrubando o agressor. Sem mata-lo ou feri-lo. Por ser programada para seres humanos, a arma não tem garantia de funcionamento em animais.
Por ser altamente tecnológica a nova arma mantém um registro exato do momento de todos os seus tiros. Cada vez que um policial a dispara, a arma registra o dia e a hora dos disparos, garantindo documentação e permitindo que a justiça avalie com precisão cada tiro, pois os dados podem ser transferidos para qualquer computador. Além disso a cada disparo a arma ejeta 40 pequenas pastilhas identificadoras semelhantes a confeite de carnaval, chamadas AFIDs. Cada um desses confeites possui um número de série que identifica a arma usada no disparo, para evitar excessos policiais.

RISCOS MÉDICOS E OPOSIÇÃO DA NRA


A arma está em testes para a avaliação dos riscos médicos, já que poderia matar alguém usando marca passo eletrônico ou (sob certas circunstâncias) outras pessoas. Mas até o momento o Taser tem se mostrado muito mais seguro do que uma arma de fogo.
No lançamento do
Taser, em 1993, as indústrias de armas de fogo não deram nenhuma importância a ela por parecer coisa de ficção científica. Agora eles mudaram de idéia e começaram pressão para que as armas não sejam usadas -- pois isso derrubaria as vendas para as forças de segurança. Além disso, caso a arma Taser se torne padrão no futuro, pode ser que as pessoas prefiram ter uma arma dessas em casa (que não mata, mas 'desliga' os ladrões) do que armas de fogo, causando prejuízo aos grupos de direita e aos seguidores da Associação Nacional do Rifle -- NRA -- o maior grupo lobista do mundo pró-armas.
Segundo esses grupos de pressão (liderados por associações de direita dos Estados Unidos) o
Taser é somente uma arma psicológica e não uma arma real. Em testes com armas de 5 watts algumas pessoas puderam ser treinadas para não cair. Só que os Tasers atuais usam 26 watts e derrubaram 100% das pessoas testadas.
Armas "psicológicas", como afirma o lobby, são aquelas que dependem do impacto na mente de quem está sendo atacado. Os famosos sprays de pimenta, carregados por milhares de americanas nas bolsas, estão nesta categoria pois só derrubam quem não é treinado para agüentar a dor dos ataques. Um policial (ou bandido) altamente treinado para agüentar a dor simplesmente continuará a atacar mesmo atingido pelo spray.
Uma pessoa altamente treinada (geralmente militares preparados para enfrentar dor extrema) e que tenham grande massa corporal (mais de 100 quilos) podem, em teoria, agüentar um ou mais ataques elétricos até 7 watts e, ainda assim, não cair. O mesmo ocorre com pessoas sob efeito de narcóticos (portanto, não sentem tanta dor) ou com distúrbios mentais.
Por outro lado é bom lembrar que essas mesmas exceções existem quando se trata de armas de fogo. Militares treinados são capazes de continuar a lutar mesmo depois de atingidos. Atacantes drogados só caem quando a pressão sanguínea os derruba e pessoas com distúrbios mentais graves podem ser atingidas e, ainda assim, lutarem contra o atirador. Além disso uma pessoa atingida diretamente na cabeça por uma arma de fogo (ou na aorta) ainda pode atirar uma pistola, ou metralhadora, por até 14 segundos, antes de morrer, segundo estudos efetuados pelo FBI em Quântico (o centro educacional dos agentes especiais americanos).
Já com o
Taser isso não acontece, pois a arma imobiliza completamente o alvo, sem matar, em menos de meio segundo, protegendo a vida dela e dos policiais.
Embora haja riscos (afinal, trata-se de uma arma) em vinte anos de testes jamais houve uma morte sequer resultante do uso do
Taser. Mesmo assim um atacante que receba um tiro de Taser
e caia em uma piscina morrerá porque os músculos simplesmente não responderão. Neste caso a pessoa morrerá afogada.
                                     

TESTES FEITOS COM MEMBROS DA SWAT


Antes do lançamento da nova geração de armas Taser, 60 voluntários da Swat (a polícia de elite para confrontos, nos Estados Unidos), Forças Especiais Militares (os grupos de combate que invadiram o Afeganistão antes que a invasão oficial tivesse início) e membros selecionados de departamentos policiais aceitaram levar tiros do mais poderoso Taser (o M-26). Nenhum deles conseguiu ficar de pé. Todos foram incapacitados em menos de meio segundo e ficaram no chão por mais de 5 minutos, derrubados.
Todas as armas
Taser operam com aproximadamente 50 mil volts e 26 watts.
Nos Estados Unidos a NRA mantém um lobby contrario ao
Taser
, em Washington, patrocinado pela indústria de armas pessoais. O medo é perder as vendas milionárias para uma arma que parece ter saído do seriado Jornada nas Estrelas.

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